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05/09/2008 15:30
JUSTIFICATIVA
pequenos:
porque está no plural!
são composições de cenas.
deveras:
não sinto que as qualificações pecadoras
sejam causas de condenação a um martírio eterno,
e mesmo que aja um inverno rigoroso
neste inferno, exijo um habeas corpus e o direito
de defesa em liberdade (como muito se usa na política).
pequeno é a formação do corpo nutrida por migalhas,
é o alimento das sobras ...
pequeno é o mergulho no aquário,
postado na estante da sala de estar.
pequeno é o corpo, na porção limitada de matéria viva,
que abusa do estado de torpor ... e sorve-se
da ideologia destapada do sexo.
pequenos são os resquícios e reflexos da
meninice,
da graça da miudeza,
mesquinhez ...
reminiscências ...
que alimentam o pobre diabo inocente.
pequeno é a modificação do estágio lisérgico para o físico
sentido na carne.
o pequeno está no processo mental em formação e
nos bebericos para os asnos.
pequenos são os detalhes que compõem a estruturação do caos
e a formulação de idéias com linguagem diminuta.
pequenos são os vínculos com a insignificância;
são os fragmentos de pecados estúpidos.
enviada por Sandro Ostroski
03/09/2008 10:44
pequenos pecados no mundo
pequenos pecados no mund
pequenos pecados no mun
pequenos pecados no mu
pequenos pecados no m
pequenos pecados no
pequenos pecados n
pequenos pecados
pequenos pecado
pequenos pecad
pequenos peca
pequenos pec
pequenos pe
pequenos p
pequenos
pequeno
pequen
peque
pequ
peq
pe
p
enviada por Sandro Ostroski
03/09/2008 10:39
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vou reativar o blog
(vocês acreditam ?)
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enviada por Sandro Ostroski
03/09/2008 10:33
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PASSA A RÉGUA GARÇÃO.
PASSA A RÉGUA GARÇOM.
COMEÇAR DE NOVO.
COMEÇAREI DE NOVO.
TUDO DE NOVO.
NOVO.
NOVO.
LAVADO.
DE MOLHO.
COM DEDO NOLHO.
=========================================================================================================================================================================================================
enviada por Sandro Ostroski
03/09/2008 10:31
PASSA A RÉGUA GARÇÃO.
PASSA A RÉGUA GARÇOM.
COMEÇAR DE NOVO.
COMEÇAREI DE NOVO.
TUDO DE NOVO.
NOVO.
NOVO.
LAVADO.
DE MOLHO.
COM DEDO NOLHO.
enviada por Sandro Ostroski
17/06/2007 18:58
Destilar Veneno
Sairei para dar tapas em bocas de aranhas,
e darei tapas em testas a esmo.
Entre outras; mais uma prova das minhas atitudes impúberes,
para revigorar as lembranças das desonras póstumas, pós,
relacionamento púbere, porém, constituído de uma denotação sexual qualificativa.
Todas as chances são ínfimas neste parque oleagíneo.
Nosso esporte era incitar a cisão entre nós,
provocar a abstinência.
Paguei à rés, toda a ambigüidade,
sem alarde, sem pândegos;
desta minha necessidade, apenas o remanescente de
um quarto banhado a rum, e o creosotar de compilações
minuciosas de nossos registros em fotogramas.
Se conhecer e se extirpar.
Coração faccioso,
não gosto de compará-la a um ser ungulado.
Mas,
quanto a calipígia? ( ... ) - Ai meu Deus!
Confesso. Findo-me suscetível a ela;
meus caracteres se caracterizam,
minha posição é monogâmica, enquanto nado em sua trama urdina.
Cuidado moça!
Não pise em calos expostos de elefantes neuróticos e entorpecidos.
É golpear ação contundente na ferida da memória contemporizada.
Meu casamento morganático,
com direito a cenas de felação.
Eu, orador de dois mundos.
Sou a exegese do sexo,
com minhas sonsas notas-à-toa.
Em defectivo: adequo meus erros crassos.
Dividir o passado pelo futuro,
só me sobra viver
Como súcubo e incubo.
Meus detalhes íntimos e contrastes marcados.
Um confrontar de versões
no limite do eterno.
enviada por Sandro Ostroski
17/06/2007 18:48
Assistam o filme:
Diamante de Sangue
Leiam o livro:
Uma espiã na casa do amor, de Anaïs Nin
Ouçam o disco:
Arnaldo Baptista - Loki? - 1974 - (sem comentários)
http://www.4shared.com/file/15648391/8d86f5f8/1974_Loki.html
Eu na foto:
(ainda neste século)
E depois eu volto. Melhor ... sábado que vem eu volto!
enviada por Sandro Ostroski
09/06/2007 18:59
Dicas:
Leiam um livro:
Ébano (minha vida na àfrica) de Ryszard Kapuscinski

Ouçam a música:
Tempest
Live at Hippodrome, London [June 2nd, 1973]

http://rapidshare.com/files/35545995/Tempest.zip
Eu na foto: em mil novecentos e alguma coisa ...

E depois eu volto. Melhor ... sábado que vem eu volto!
enviada por Sandro Ostroski
09/06/2007 18:35
Em contraposição,
a senhora semi-nua,
de caráter grotesco,
vestida de caricata.
A senhora canta seu destino
de desolação.
O homem é de barro.
Na reta, dois olhos,
um profícuo outro artiodáctilo.
O homem da vaca
é um avarento fortuno,
no castigo caseiro da soberba.
Mas, a senhora, sem consensos, vem vestida
de feitiço.
O homem ruge.
A senhora goza.
A vaca finge.
A vida prossegue.
enviada por Sandro Ostroski
07/06/2007 22:13
P* q* p*. Quase perdi a p* desse blog!
até sábado próximo!!!!!
enviada por Sandro Ostroski
02/06/2007 20:43
É sério!
A partir da semana que vem este blog será atualizado todos os sábados.
Deixo aqui meu compromisso.
att,
a quem se interessar!
Sandro Ostroski
enviada por Sandro Ostroski
07/04/2007 20:10
Designar a pessoa.
A cobiça e o apetite.
Dentro dessa porção limitada de matéria, que sou,
revela-se o fenômeno de uma perturbação funcional.
Esta, atingi meu órgão reprodutor.
São extravagâncias guiada pela impressão de partículas odoríferas.
Estou fútil e entregue aos seus desejos.
enviada por Sandro Ostroski
10/03/2007 21:01
Meu Blig
Meu Blog.
Sinto saudade.
Acho que irei voltar as postagens.
enviada por Sandro Ostroski
04/11/2006 14:41
Libido da boca
que explode
sexo oral
com palavras
que excitam
enviada por Sandro Ostroski
28/04/2006 13:44
Cego de amor (...)
Anagliptografia (...)
à leitura de
seu
corpo feita
em
braille.
enviada por Sandro Ostroski
17/04/2006 16:49
Sangra da boca
a saliva vermelha
provocada pelo beijo tinto
que a língua insinua.
enviada por Sandro Ostroski
07/04/2006 15:33
Homem sofre!!
(...)
Se queimado, vira cinzas!
Bebo do fogo,
que sangra saliva-tinto,
feita para os beijos mais etílicos,
já consagrados.
enviada por Sandro Ostroski
08/03/2006 13:29
Fachada, face, luz.
No frontispício ... inscrição.
Aqui jaz um tolo!
Conheço meus dédalos
e não tomo precauções!
enviada por Sandro Ostroski
17/01/2006 13:50
O covascilante.
Este toma, prolongadamente,
longos tragos inalados à manhã.
O hilário, é sentir ...
o gás ainda líquido, ...
deslizando, lentamente em plena pleura.
O pragmatismo é exacerbado.
enviada por Sandro Ostroski
11/01/2006 12:12
Até parece, que nem sei mais escrever poesia!
Até parece que ontem, sabia!
Mas hoje ... como poderia?
( ... )
Expressar a opinião injusta comigo mesmo ...?
Acuar-me em algum canto, e dizer não à dita regra, poesia ...?
Como poderia?
Ser eu, o meu próprio algoz?
enviada por Sandro Ostroski
10/01/2006 13:42
...
throes in the throat...
and later the thought!
enviada por Sandro Ostroski
05/01/2006 13:04
Depois do coma profundo
O ressurgimento!
Resolvi reavtivar o Blig.
Amanhã eu volto
enviada por Sandro Ostroski
27/09/2005 12:54
" FRASE "
Preso feito presa de língua redonda
A presa fere e é ferida
A frase cala
Atravessa ponte-aguda
Peito dentro, peito afora
E ali ... para
Cravada
A frase que arde como cão.
enviada por Sandro Ostroski
14/09/2005 11:49
" ESPERANTO "
Como se fosse um canto
Para fins de encanto
Para seu espanto
Cantarei ... para sim,
Arrastá-la para um canto
Escuro ...
Para seu encanto
Desencanto seu?
Acalme-se ...
Não se exalte,
Não se altere, austera,
Nem me transforme em prantos.
Pois, à cada cantada. Há um cantador
E um canto.
Mesmo que a tal cantada,
Fosse cantarolada em esperanto.
enviada por Sandro Ostroski
02/09/2005 13:34
" ADUCIR "
Mulher no nome,
aflogística na cama,
meu modo afável de tê-la em trato;
fístula para os despóticos.
Na verve, a perversidade morena
que atenta-me e compromete toda a formação educacional.
Ancas, pêlos, seios e seus olhos nus.
Aducir-me ...
Serei eu, um objeto destas pernas que seduzem-me?
Um aparato, um bibelô sem querer?
Quero ter o dom de trucidar frases
com toda a harmonia,
e exorcisar os muitos idiotas que vivem dentro de mim.
enviada por Sandro Ostroski
24/08/2005 12:18
" LATIDOS "
Meu coração aos latidos
e uma boca amarga.
Claro, é o silêncio no
seu movimento,
que varrem as pétalas nos seus cabelos vermelhos.
O momento, é o sentimento
na hora não marcada.
Espero, o exalar do perfume
emanado corpo. Ela frágil,
fragrância e âmago, inamissível. Este,
carrego com pesar o peso da palavra
que se dispõem a me fragilizar.
Mesmo que as tais juras de fidelidade
sejam evocadas.
Difícil para eu,
protagonista de um fato intrínseco,
com minha memória vascular insegura,
pois, ela desliza entre os
vãos de meus dedos.
enviada por Sandro Ostroski
09/08/2005 13:21
" A MULHER "
Em mãos
A mulher
Comparo-a, como
uma flor.
Uma rosa para melhor definição.
Ela, expressa e ativa em seu odor.
Eu, em porém, manuseio-a
com propensão,
para não ferir a ponta dos dedos
em seus espinhos.
enviada por Sandro Ostroski
04/08/2005 11:59
" NUANÇA "
Dois presos
Duas medidas
Uma tênue
Outra enfadonho.
Dois pregos
Num buraco só;
Nuança?
enviada por Sandro Ostroski
03/08/2005 14:14
" JAZ "
Poesia curta para pensamentos longos:
Amanhã jaz. E não quero vê-la!
enviada por Sandro Ostroski
02/08/2005 14:48
" NO FIO DA NAVALHA "
No fio da navalha
que há corte
amola
pescoço.
Amola também
mães que choram
pelos seus entes.
Ferve na navalha
o corte
que pulsa insano.
enviada por Sandro Ostroski
26/07/2005 12:01
" MAROTO I "
... gosto de olhar o sexo das mulheres;
imagino eu, um pequenino
inseto-humano, vasculhando
seu libido.
maroto
( parte I )
enviada por Sandro Ostroski
20/07/2005 13:52
" LYCRA "
... seus seios me olham,
quase que ejaculam daquele sutian
apertado, provocante, esquivando-se
por entre o elástico e a renda. Como
quem diz: Renda-se!
maroto
( parte II )
enviada por Sandro Ostroski
19/07/2005 13:06
" EJACULAÇÕES "
Uma noite
A mulher
O cio.
Uma noite
O homem
A testosterona.
Ejaculações efervecêntes.
enviada por Sandro Ostroski
15/07/2005 13:10
" UMIDADE "
A UMI-
DADE DO
SEU SE-
XO EM
ME-
U$
DEDOS
enviada por Sandro Ostroski
12/07/2005 12:01
" DESEJO "
Sua saia curta
não esconde o segredo
que me inibi.
O desejo
escorre em gotas
de orgasmo.
enviada por Sandro Ostroski
06/07/2005 11:22
" ORGASMO "
só pa-
rei pa-
ra be-
ber um
gole do
seu
org...
asmo.
enviada por Sandro Ostroski
05/07/2005 12:33
" EM PASSOS TÍMIDOS "
... E ela passa
com seu passo
tímido.
Sensual
como uma aranha
qua anda ...
... oito passos
à cada um.
enviada por Sandro Ostroski
30/06/2005 14:21
" VENTURA "
Se . . . por ventura
pintar
inspiração.
Não conte com o vermelho
que sangra
a escrita
morta.
enviada por Sandro Ostroski
28/06/2005 13:59
" DEFESA"
traga-me,
sorva-me;
que ...
... indefeso
me
defendo!
enviada por Sandro Ostroski
24/06/2005 14:29
" CONCRETO "
POESIA CONCRETA SOU EU
POESIA CONCRETA É VOCÊ
POESIA CONCRETA É O CONSTRUTOR ...
... e o destruidor; destrói!
enviada por Sandro Ostroski
21/06/2005 14:01
"ESMAECER"
Água viva
N'água parada
Fina-se
Esmaece.
enviada por Sandro Ostroski
16/06/2005 11:04
" ATA-ME AMOR "
ata-me amor
ata-me
ata-me amor
ata-me! meu amor!
ata-me.
Meu corpo imutável
estático estou ... hirto.
Preso, em boa disposição,
à sua colocação metódica.
enviada por Sandro Ostroski
14/06/2005 13:17
" PEQUENOS PECADOS NO MUNDO "
pequeno:
as coisas insignificantes;
de tamanho diminuto;
que não deixa de ser distingüido;
a pequenez;
as migalhas;
a mesquinhez;
limitado.
( ... )
pecado:
pecar;
o incorrer;
o condenável;
pecar com tamanha freqüência, em solecismo;
transgredir leis religiosas;
preceito à igreja;
faltar a uma regra;
trangressão consciente;
falta sobre quaisquer regras;
pecaminoso.
( ... )
O mundo:
meu mundo;
o mundo d'ela;
o mundo todo num tolo pensante;
conjunto de tudo;
o orbe;
o universo;
o universo humano;
nós que ocupamos um espaço;
a Terra;
qualquer corpo celeste;
... dos seres envolvidos.
enviada por Sandro Ostroski
13/06/2005 14:18
ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor ata-me amor
enviada por Sandro Ostroski
10/06/2005 10:53
Mascar inocência
na coerência.
Ato
para equivaler ao fato ( . . . )
e um coadjuvante irônico.
Atuo numa peça que
esqueci de compor
certo de que meu instinto
é intuitivo.
Mas estou a ver navios
e a noite
tenho o claro e o
escuro nos olhos
e não tenho você.
enviada por Sandro Ostroski
09/06/2005 11:56
Seu cheiro. Um
telhado de casas mal vestidas.
O cabelo arrepiado sob os ombros.
A tortura inválida de te ver sorrir
sangra toda a minha devoção,
devora-me feito cão!
Castra meu doce-libido suor,
entre suas lágrimas ofegantes.
Lacra sua, minha, veemente,
até o suicídio besta.
Flor ferida em pólem
e um grito surdo de beija-flor,
assim te descrevo,
efeito em linhas e frases indecisas,
sangrando a carne na saliva.
Rendo-me . . . com meus próprios meios
ao seu jeito nu de me dizer adeus.
enviada por Sandro Ostroski
08/06/2005 15:02
Extravagância
Delícia
Beijos nos lábios da flor. ( . . . )
Sinuosos nos detalhes.
São ares de novembro
Tragando
Seu cheiro
Ao vento. ( . . . )
Durmo por amor.
Tê-la em ato
É como carregar o sol e
A lua no bolso;
Em alguma estrada de primavera.
Escondo-me do mundo por amor.
Escondo-a do mundo por ciúme.
Escondemo-nos do mundo, por filáucia, mesmo.
enviada por Sandro Ostroski
07/06/2005 11:37
Vontade tenho
de rasgar-te a boca
num beijo súbito,
rasgar sua boca vermelha-mordaça,
boca rouge-baton-grotesca.
Como leoa ruge,
como cor vermelha-rouge,
porque nervoso, te passo . . . ( um substantivo ) .
Como um maldito poeta
deixo minha vulgaridade expelir poros afora.
Não me identifico com rótulos;
nem anjo no demônio pornográfico,
porque em meu interesse,
expressa apenas o desejo do descrevo.
Desejo súbito de rasgá-la boca espessa,
e comê-la noite adentro . . . em verbo mal educado,
e um Concha Y Toro no acompanhamento,
banhado à prata e gelo,
que é para ter a embriaguês da palavra amor.
Quero ter laços suficientes
para desfazer a trama. Que
trama tranças,
teçe teias, envenena, embriaga
e faz amor.
enviada por Sandro Ostroski
06/06/2005 09:58
Coisas simples
trazem à memória
lembranças d'ela.
Certo dia, ao supermercado,
não exitei em namorar o extrato
de tomate
que lhe cai a gosto.
Desculpo-me usando contexto
contraditório; digo,
que estava em oferta,
quando na verdade o que me vinha,
era ela, vestida de doméstica
pilotando uma macarronada com
almondegas.
Isso, sangrou minha garganta
e um leve delírio célere,
alimentou meu coração.
enviada por Sandro Ostroski
03/06/2005 10:59
De que vale mera-vida não emotiva.
De que vale vida sem amor,
um lamento,
na lapela . . . flor!
Desabrolhar no coração.
Ele sua, ela uiva, ele chora, ela ri,
tudo ao feitio de palhaço.
Hora!
Resumido madrugada,
a fera já domada,
adormeçe em leito, primavera
efervescente,
à sua condenação.
Um olhar acima dos olhos!
Seios, lábios, mãos não.
Aura sob emoção,
febre, na navalha o coração.
enviada por Sandro Ostroski
02/06/2005 11:06
Hoje, meu caso desnutrido
toca em saudades;
e por onde anda você?
Que meus olhos não vêem;
seus seios, suas mãos e sua boca,
que meus lábios não tocam.
Sua vaga voz, que ainda ouço soar
em murmúreo,
nos meus delírios de lembranças.
E por tocar em lembranças;
por onde anda seus passos
que a sonhos não vejo.
( . . . )
E com quem? andas a dar seu despudor, ultimamente?
Sua bruxa!
enviada por Sandro Ostroski
01/06/2005 11:26
A negligência era toda d'ela.
A estupidez, sangrava-se à minha conta,
incompreensão a nossa, dentro de
um caso de desesperados.
Cansados do arroz e feijão servido
à marmitex
peladinhos à cama crua;
saíamos sós, a procura de temperos
e sabores.
Salsas e noz-moscada, expostas em
cozinhas pré-moldadas.
Estupidez a nossa,
que desconfiávamos dos nossos
próprios sexos.
Eu a ela, por ter saco para me agüentar.
Ela a mim, por apontar falta de peito
em assumí-la em situacionismo.
enviada por Sandro Ostroski
31/05/2005 13:00
Poderia olhar para seus olhos e
sorrir . . .
e depois, cinicamente, balbuçar
que seus olhos são da cor do mar.
Poderia simplesmente beijá-la
à boca . . .
e depois com cara tal,
explicar-lhe-a que foi mero impulso.
Um tipo de vontade momentânea
essa minha . . .
ou algo parecido, para empapuçar.
Poderia morder seu pescoço
e etecétera e tal.
Mas, a não, ao não conhecê-la.
Receio por ela, em ser uma vilã a virus,
ou eu, tímido o suficiente
para não agarrá-la a sexo desprotegido.
enviada por Sandro Ostroski
30/05/2005 14:44
Luz que banha pele inocente,
meus dentes ruge,
meu pênis? . . . de elefante,
um metro e trinta e cinco de puro orgasmo e suor.
Sua, sua . . .
Sofre, sofre . . .
Goza, goza . . .
Estuprar em sonhos almas inocentes,
usurpar delas, extrair seu carater difamado
e cuspir para dentro de si,
todos os resquícios de sujeira.
Tê-la em câncer e deixá-la-o comer,
é como queimar corpo em destilado barato . . .
desfrutar . . .
e que o útero do relógio coma
nossas vidas anedóticas, nossas vidas
de porcos voadores.
Eu, . . . e meu pênis de elefante, rasgando
ela, com sua vagina de cadela.
enviada por Sandro Ostroski
27/05/2005 15:08
O suor escorre
pelos pêlos
pelo colo
pelo sexo.
Escorre devagar
desce a orelha
pelo pescoço
à língua minha.
Desce da nuca
pela coluna
até as nádegas,
enquanto cheiro.
Cheiro de pudor
o seu suor
o seu odor.
O seu odor exala
pelos poros
e ao mesmo tempo me fere
como corte de faca
numa noite de sexta.
Meus olhos viram
minha boca sangra
meu tédio acaba.
enviada por Sandro Ostroski
25/05/2005 13:18
É praga, afaga,
em minha pele sua alma
suprimi.
Sob olhares moucos da rua XV,
sob o intenso nevoeiro
negreiro (...)
e seu olhar, vermelho (...)
sua tez e seu rosto
também.
Deixo para Deus, um adeus,
já que somos todos filhos
seus.
Aa força abrupta !
Sol maior nos lábios, no lençol,
gozo.
O esperma intenso,
espesso, o sorriso, e
nosso grito de cara lavada,
como quem goza seco, no olho
do anônimo.
Apaga, afaga,
derrepente nesta amarra
sua alma em meus olhos cansados,
desaba.
Nossos sexos colados com frutas e
araudite;
e nosso pulso, que
insaciavelmente
pulsa tesão.
enviada por Sandro Ostroski
24/05/2005 09:51
O conto em que conto,
vem em forma de canto.
Passos leves no interior,
a música soa diferente,
o compaço é alternado,
há interlúdio no coração.
A novidade emudeceu o espanto,
arregalou os olhos de encomenda surpresa . . .
. . . prelúdio n'alma.
Foram rajadas de lágrimas
que transbordaram de seu útero.
Nem sempre por amor.
Porém, nem todo o acontecimento funesto, há drama,
há de porvir bonança.
Há de se realizar, brincadeira de criança.
E como a novidade é o novo,
floriu sua cabeça de desejos
e desarraigou um modesto sorriso tímido,
daquela boca muda.
enviada por Sandro Ostroski
19/05/2005 19:47
Pessoas choram nas ruas,
choros de passagens.
Elas não pagam pedágio para chorar,
machucam pedras e latas.
Bicos mudos de sapatos gastam ... torturados,
esfolados, confessam que não tem nada a haver,
serão bodes espiatórios ou testemunhas mudas?
Enquanto eu ...
passageiro a encaro,
mas, olhos encapuçados não ligam para vergonha,
pois, são olhos que deleitam-se a mel de lágrimas.
carregam consigo presságios,
são donas de suas emoções
e nem eu, nem ninguém, lhes tiram suas razões.
enviada por Sandro Ostroski
18/05/2005 12:18
De onde tiro ventos
que interagem com meus pensamentos?
P'ra onde tantos vão? ... vãos; ... espaços relativos
e folgas complementares na porção do encéfalo situada póstero-inferiormente ao cérebro.
O intelecto mundano, impuro, insano ...
( p'ra onde sopram ) Minhas dores e lamentos.
( aonde ) Esse meu vento se esconde.
E eu, que não delineava o espírito
de meus pensamentos com nada daquilo que
deveras, seria de justapor.
[ quem dera (à) vida, n(um) paraíso! ]
Esses meus ventos entorpecidos por gases urbanos,
são clementes, indulgentes, piedosos.
Eles se doam ... se entregam via minhas narinas,
que em pêlos absorvem.
Deixam que a metrópole haja no complemento.
Eu, ser bípede, sou mais um em vias de fato com a cidade.
Improfícuo, improlífero e impronunciável.
Sou cidadão no sol, só e insano, procurando
deleites em fumaça nerval, em fumaças de mel.
Esses meus sopros, dignos de compaixão. ...
( que, porém, todavia ) Dotados de muita ironia,
não olvidam em cobrar seus impostos
e asseveram que é,
para o meu próprio lamento. Lamento.
Eu nem me importava com isso.
[ quem dera (a)a vida, (n)um paraíso! ]
Então pagarei com a brisa da noite
o pensamento ( que paira ) noir.
( aonde ) Mato toda minha agonia.
( aonde ) Engolindo bêbedo, este oceano de velhas
histórias, cravo todas as lembranças em minha
dor. Abstêmio. Só então eu entendi.
Tive intento e propósito de me ouvir.
E debrucei-me no meu ombro de nênia canção.
( quem dera aa vida regada com chá de lírio! )
enviada por Sandro Ostroski
17/05/2005 12:18
Carrego com seu suor o tinteiro
da minha caneta,
para escrever as frases de amor.
Seu suor tinge o papel
através do ladrão da esferográfica.
A grafia é trêmula,
o papel amassado pelo amasso, goza.
O prazer é conseqüência.
O cheiro,
a grafia, ...
tinge a página
deste nosso caderno
de história.
Registro assim, para o tempo.
enviada por Sandro Ostroski
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